Você sabia que o sangue pode revelar sinais ocultos do câncer de pele?

Um novo estudo realizado por pesquisadores da NYU Langone Health, nos Estados Unidos, revelou uma descoberta promissora no combate ao melanoma — o tipo mais agressivo de câncer de pele. A pesquisa, publicada na respeitada revista The Lancet Oncology, analisou a presença de fragmentos de DNA tumoral circulante (conhecidos como ctDNA) no sangue de pacientes antes do tratamento.

O resultado impressiona: 80% dos pacientes com ctDNA detectável tiveram retorno da doença, o que sugere que mesmo quando exames tradicionais não apontam mais sinais visíveis de câncer, o melanoma pode continuar ativo em níveis microscópicos.

O que é ctDNA?

Durante o crescimento de um tumor, partes do DNA das células cancerosas podem ser liberadas na corrente sanguínea. Esse material genético é o chamado ctDNA (circulating tumor DNA). Exames que identificam esse DNA circulante são ferramentas poderosas para monitorar o comportamento do câncer — especialmente em casos em que o melanoma pode retornar rapidamente e se espalhar para outras partes do corpo.

A opinião da Dra. Cleire Paniago

Especialista em Dermatologia e Dermatopatologia, a Dra. Cleire Paniago — que realizou seu fellowship no prestigiado New York University Medical Center sob a supervisão do renomado Dr. Bernard Ackerman — celebra essa inovação científica. Ela lembra que sua tese, publicada internacionalmente, abordou justamente a diferenciação entre lesões pigmentadas benignas e malignas, uma etapa crucial para o diagnóstico precoce do melanoma.

“A chegada desse exame de sangue que detecta o ctDNA representa uma revolução silenciosa no cuidado com o paciente. Ele oferece uma camadaadicional de segurança e vigilância, permitindo detectar sinais de retorno da doença antes que ela volte a ameaçar a saúde do paciente de forma mais agressiva”, explica a Dra. Cleire.

Por que isso importa?

O melanoma, embora seja menos comum que outros tipos de câncer de pele, é o mais perigoso, pois pode se espalhar rapidamente para órgãos internos se não for identificado e tratado a tempo. Com esse novo exame, torna-se possível acompanhar pacientes que já trataram o melanoma com mais precisão e oferecer um plano de ação mais assertivo em caso de recorrência.

Conclusão

Essa descoberta reforça o quanto a medicina está avançando para personalizar e antecipar diagnósticos. Em consultórios de dermatologia que unem ciência, experiência e tecnologia — como o da Dra. Cleire Paniago — os pacientes encontram o cuidado necessário para proteger não só a pele, mas a vida.

Dra. Cleire Paniago
Médica Dermatologista – CRM-DF 1657 | RQE 5021
Membro da American Academy of Dermatology (AAD)
Membro da American Society of Dermatopathology (ASDP)
Membro do Conselho Editorial do Journal of Drugs in Dermatology

Fonte

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